quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Entrego(-me) ,





Presa no teu cheiro, sustentava a respiração. A pele, essa já não aparentava sinal de beleza. A alma, essa foi-te violada pelo odor que te manipulava as veias, perdendo também essas a cor. Já tudo era malívuco. Entreguei-me a ti de alma lavada, enquanto te apoderavas do meu corpo. Consumias-me então, despida de obscuridades , nua de paixão e desejo mútuos .

Tânia Brandão , ©


domingo, 19 de agosto de 2007

Há vida lá fora ,




E hoje, vejo mundos opostos a colidirem. Assisto à tristeza esmagada nos olhos das crianças, pessoas manipuladas pela falta de alimento, desgastadas por um prato de comido, ainda que assim dele só possa comer umas migalhas, assisto à hipocrisia de políticos corruptos que vendem a própria vida e alma apenas por mais um pouco de fama e proveito. É a vida que não cansam de massacrar, de pisar. Ergue-te, faz-te entender, luta. Revolta-te! A vida pertence a quem sonha e têm coragem p'ra seguir em frente apesar das dificuldades, não a quem vende o próprio filho à nascença numa clínica clandestina algures em Espanha, apenas p'ra poder ter umas férias nas Caraíbas e reinar na luxúria! Pára, pensa. Reflecte no que tens, e outros por infelicidade da vida não conseguiram abraçar. Rende-te à vida, no seu mais puro e simples sentido, não a destruas. Jornais vendados por rostos VIP, gente do jetset, gente mesquinha .. gente que não ergue o mundo, não alimenta a vida! O que é isto?! Afinal, o q apelamos por vida? Pára-os, só tu o podes fazer. Une forças, simboliza capacidades . Lembra-te, por mais crúel que por vezes ela possa parecer, todos temos direito a vivê-la !



Um rosto de incapacidades humanas.



Tânia Brandão , ©



quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Parabéns, mãe .




Nada chega aos calcanhares daquilo que me representas , daquilo que és como pessoa . Sabes , orgulho-me tanto , mas tanto de ti .
Obrigada por tudo que sempre fizes-te por mim , pelo esforço que toda a vida manifestas-te p'ra que pudesse ter uma família , uma infância feliz e todas as regalias de nunca me ter faltado nada .
Fos-te , és e sempre serás ... a melhor !
Parabéns , mãe .

( Amo-te , ♥ )

sábado, 11 de agosto de 2007

( in ) pureza,







(...) E é caída no teu céu q' amavelmente me vejo nua, despida de preconceitos num azul puro de cinza clara ,






Tânia Brandão , ©

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Segredos, momentos, cumplicidades (...)





Sabes , se hoje te quisesse contar tudo o q sinto por ti ... é certo que palavras não chegariam . És algo diferente sim , inexplicável , algo q me agarrou na vida enquanto eu sem me aperceber ia abaixo . Aquele alguém sempre pronto a ouvir-me , a dar-me na cabeça quando mereço , a ter um acto carinhoso sempre que dele precisava . P'ra te ser sincera, já não imagino sequer a minha vida sem falar um dia contigo .. sem te chamar "grandalhão" , sem me rir contigo . Fazes-me bem sim , fazes-me sorrir , ver o mundo mais belo e sereno e é por isso e muito mais q'eu gosto tanto de ti ! Pequenos gestos, grandiosas palavras , « hum nao sentiste la a minha falta?? oohh tadinha vou pra proxima » :' , lembras-te como esta pequena frase revolucionou tudo ? Se queres mesmo saber , sim .. senti, senti tanto a tua falta nessa noite e em todas as outras em que não te tive por perto ... Lembrava-me de tudo que me dizias, do quanto me conseguias pôr em breves minutos alegre e com um sorriso na cara , das nossas conversas com a web até de madrugada, dos nossos pulos à areia e água da praia às 4h da manhã , do acampamento , do quanto me fazias sentir especial ... Não, não nos perdemos um ao outro e sei que isso nunca irá acontecer , porque tal como eu sou diferente p'ra ti, tu também assim o és p'ra mim ... e o meu sentimento por ti é incondicional e jamais morrerá .




És-me , muito mais do q possas algum dia imaginar ♥
Tânia Brandão , ©

sábado, 4 de agosto de 2007

( não ) o fruto proibido ,










(...) Não. Não o fruto proibido, muito menos o ardente sabor do pecado. Ainda que ardesse não o assim considerava. Queimava, entranhava-se por entre os impulsos de sangue a escorrer nas veias, ardia. Meramente bruto, e ao mesmo tempo indiscritível. Ainda ninguém tinha tido coragem de ir ao seu encontro. Enlouquecia dentro do mesmo, fogaz, da cor dum demónio pintado. Gritava manipulado pelo desespero, arrancava a própria pele de já tanta tortura. Deixava-se viver não por si, mas pelo eufemismo daquilo a que apelava por vida. Uma alma roubada, um corpo a rebentar em chama... Afinal, quando descoberto, era apenas um anjo cujas asas foram quebradas por egoísmo, um anjo revoltado por lhe terem retirado a vida sem ele próprio ter chegado a vivê-la, ( sequer um único segundo ) .


Tânia Brandão , ©