quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Entrego(-me) ,





Presa no teu cheiro, sustentava a respiração. A pele, essa já não aparentava sinal de beleza. A alma, essa foi-te violada pelo odor que te manipulava as veias, perdendo também essas a cor. Já tudo era malívuco. Entreguei-me a ti de alma lavada, enquanto te apoderavas do meu corpo. Consumias-me então, despida de obscuridades , nua de paixão e desejo mútuos .

Tânia Brandão , ©


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